DESPORTO

Saídas de Pote, Hjulmand, Diomande e companhia? Nada de anormal no Sporting

Muito gosta o pessoal de dramatizar aquilo que, no futebol, é perfeitamente normal.

Pote, Hjulmand, Diomande e outros jogadores importantes podem deixar Alvalade, mas isso não significa necessariamente que exista uma crise ou algum problema interno no Sporting.

É preciso perceber uma coisa: todos os ciclos têm um fim.

Um jogador pode querer um novo desafio, um salário mais elevado, experimentar outro campeonato ou simplesmente sentir que chegou o momento de mudar. Do outro lado, o próprio clube pode entender que é altura de renovar ideias, mudar o perfil do plantel e aproveitar o momento certo para realizar uma venda.

Recordo-me de épocas em que grandes clubes portugueses fizeram verdadeiras revoluções nos plantéis, com muitas entradas e saídas. E ninguém precisava de inventar uma crise para explicar isso. Chama-se perceber o ciclo.

Até Pep Guardiola, quando chegou ao Manchester City, promoveu profundas mudanças no plantel porque queria jogadores capazes de interpretar exatamente aquilo que pretendia dentro de campo.

No Sporting pode acontecer exatamente o mesmo.

É evidente que, num balneário, há sempre divergências, discussões e momentos menos bons. Somos humanos. Mas transformar cada saída numa prova de problemas internos parece-me exagerado.

Achavam mesmo que seria fácil manter Hjulmand para sempre? Que Pote não poderia ambicionar um novo desafio? Que os salários oferecidos noutros mercados não pesam na decisão de um jogador?

É futebol. É mercado. É ciclo.

Primeiro estranha-se… depois entranha-se.

E vocês, acham que há realmente algo de estranho nas saídas do Sporting ou é simplesmente o futebol a seguir o seu curso?

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