Homem trans engravida e enfrenta batalha com plano de saúde durante a gestação

Aos 35 anos, Evan Hempel tomou uma decisão pessoal importante: queria ser pai. Para isso, interrompeu temporariamente o tratamento com testosterona e engravidou através de inseminação artificial com sêmen de doador.
A gravidez, porém, trouxe um desafio que ele não esperava: a burocracia do plano de saúde.
Como Evan estava registado oficialmente como homem, alguns exames e consultas de pré-natal eram recusados pelo sistema de cobertura, que associava determinados procedimentos a pacientes do sexo feminino.
Em determinado momento, chegou a passar horas a explicar a situação a um funcionário apenas para conseguir o reembolso de um teste de gravidez.
O problema repetiu-se durante o acompanhamento da gestação. Além dos desafios físicos e emocionais da gravidez, Evan precisou enfrentar uma verdadeira batalha burocrática para ter acesso ao atendimento necessário.
Para evitar novas recusas, acabou por pedir à operadora que o registasse temporariamente como mulher, permitindo que os cuidados pré-natais fossem autorizados.
Apesar de todas as dificuldades, manteve o acompanhamento médico e deu à luz o filho no Mount Auburn Hospital.
Evan estava preparado para a chegada do filho. O que não esperava era que a papelada do plano de saúde se tornasse também parte da sua história de gravidez.



