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Equipa de Catarina Miranda quebra o silêncio após sucessivos insultos no «Big Brother All Stars»: «Estamos a pedir limites»

A equipa de Catarina Miranda tomou uma posição pública esta quarta-feira, 23 de setembro, depois de semanas a assistir aos insultos dirigidos à concorrente de Almeirim dentro da casa do Big Brother All Stars. O comunicado distingue com clareza o que considera ser jogo legítimo e o que ultrapassa os limites do respeito, e dirige-se diretamente à produção do programa da TVI.

A nota começa por reconhecer abertamente o perfil da concorrente do Big Brother All Stars, sem tentar branquear o que ela é dentro da casa: “A Catarina nunca escondeu a jogadora que é. Provoca, confronta, responde e mexe com o jogo. Faz parte da forma como vive esta experiência e nunca tentou esconder isso.”

Mas a equipa traça uma linha clara entre provocação e humilhação: “Aquilo a que temos assistido vai muito além de uma simples troca de provocações. Dentro da casa, a Catarina já foi chamada de ‘execrável’, ‘animal’, ‘nojenta’, ‘cabra’, ‘ordinária’, ‘galdéria’, entre outras expressões igualmente ofensivas.”

A posição é inequívoca: “Discordar da Catarina, confrontá-la ou não gostar do seu jogo é legítimo. Humilhá-la e recorrer repetidamente a insultos desta natureza não é jogo.”

O comunicado vai mais longe e dirige-se explicitamente à produção do Big Brother All Stars, pedindo uma posição clara perante o que está a acontecer: “Acreditamos que não se pode permitir que insultos desta gravidade sejam sucessivamente normalizados como se fossem apenas mais uma parte do jogo. Quando determinados limites são ultrapassados, é importante existir uma intervenção clara. Não para proteger a Catarina por ser a Catarina, mas porque este tipo de tratamento não deveria ser aceitável com nenhum concorrente.”

A equipa apela ainda à coerência entre o que o programa condena e o que permite dentro da casa do Big Brother All Stars: “Se aquilo que acontece dentro da casa pretende também servir de reflexão e exemplo para quem está cá fora, então essa responsabilidade tem de existir em todos os sentidos. Não podemos condenar determinados comportamentos na sociedade e, ao mesmo tempo, assistir à sua repetição dentro de um programa sem que exista uma posição clara.”

A nota termina com uma clareza que não deixa margem para interpretações: “Não estamos a pedir tratamento especial. Não estamos a pedir que impeçam discussões, confrontos ou jogo. Estamos a pedir limites. Estamos a pedir coerência. Estamos a pedir respeito.”

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