Vítor Emanuel viveu luta em silêncio e escondeu a depressão para não preocupar a família: “Sofri sozinho”

Vítor Emanuel sempre habituou o público a vê-lo num registo cómico, em papéis como o burro Pavarotti ou o fantoche. Senhor Pires, do reality show Quinta das Celebridades, mas o ator já passou por uma profunda depressão que o obrigou a fechar-se em casa e a depender completamente dos pais.
A partilha foi feita no podcast da CNN Juntos Contra a Depressão, onde contou que tudo aconteceu há cerca de “15, 20 anos”, sem dar conta, e começou com ataques de pânico. “O galopar foi gigantesco. Não foram uns passinhos de pónei, foi tipo um dinossauro, e a coisa ficou fora de controlo…”, recordou.
Na altura, chorava compulsivamente e só parava para trabalhar: “Fazia uma viagem de 15 minutos completamente lavado em lágrimas e não conseguia controlar. Mas choro de bebé, de soluçar. Os únicos momentos em que eu me conseguia controlar, com um esforço desmesurado, eram quando estava a trabalhar”.
Além disso, também tentava disfarçar quando estava ao pé de alguém de quem gostava: “Eu, na altura, vivia sozinho, tinha-me divorciado. Os mais próximos de mim, que sempre foram e sempre serão a família, o meu pai, a minha mãe e a minha irmã, eu sempre achei que devia cuidar deles”. Por isso, na altura não lhes quis causar sofrimento. Até que a situação se agravou e, depois de se ter sentido mal na presença de um amigo, a família foi avisada.
Nos dias seguintes, ainda conseguiu trabalhar, acompanhado pelos pais. Mas depois acabou por ser internado no hospital. Foi lá que conheceu uma médica que o ajudou a superar tudo. “Eu sou crente, portanto acho que foi Ele que a pôs lá”, confidenciou. Passado um mês, com medicação, começou a sentir-se melhor e, ao fim de seis meses, sentia que tinha voltado a ser o Vítor “novamente”.
Com a sua história, o ator de 54 anos quer passar a mensagem de que é importante pedir ajuda quando se sente que algo não está bem: “Não se escondam, não fujam, aceitem ajuda, sobretudo de quem for profissional, recorram a ela e não tenham vergonha nem medo de pedir ajuda, de perceber que não se controla”.



