Mãe e padrasto das crianças abandonadas em Alcácer do Sal vão para a prisão: decisão do juiz deixa Portugal em choque

O Tribunal de Setúbal decretou este sábado prisão preventiva para Marine Rousseau, de 41 anos, e Marc Ballabriga, de 55, suspeitos de terem abandonado duas crianças francesas na zona de Alcácer do Sal. A decisão foi anunciada pelo juiz desembargador António José Fialho após o primeiro interrogatório judicial do casal.
Segundo o magistrado, os dois arguidos estão fortemente indiciados pelos crimes de ofensas à integridade física agravada e exposição e abandono de menores. A decisão de aplicar a medida de coação mais gravosa terá tido em conta a gravidade dos factos investigados, bem como o impacto social do caso que continua a chocar Portugal.
Os dois irmãos franceses, de apenas quatro e cinco anos, foram encontrados sozinhos na passada terça-feira junto à Estrada Nacional 253, na zona do Monte Novo do Sul, entre a Comporta e Alcácer do Sal. As crianças vagueavam em estado de pânico quando foram localizadas por um popular, que rapidamente alertou as autoridades e lhes prestou auxílio até à chegada da Guarda Nacional Republicana.
Cerca de 48 horas depois do abandono, Marine Rousseau e Marc Ballabriga acabaram por ser localizados e detidos numa esplanada de um café em Fátima, a mais de 200 quilómetros do local onde os menores foram deixados. Desde então, o comportamento do casal durante a detenção e no tribunal tem gerado forte atenção mediática, devido aos episódios de exaltação, gritos e atitudes consideradas invulgares pelas autoridades.
As crianças permanecem atualmente entregues a uma família de acolhimento temporário, depois de terem recebido assistência médica no Hospital de São Bernardo, em Setúbal. O caso continua sob investigação das autoridades portuguesas, enquanto cresce a indignação pública perante um episódio que muitos consideram um dos mais perturbadores dos últimos anos no país.
Tribunal aponta “perigo de fuga” e manda prender mãe e padrasto das crianças abandonadas
Marine Rousseau e Marc Ballagriga ficam em prisão preventiva após tribunal considerar fortes indícios de abandono, violência e risco para a ordem pública
O Tribunal de Setúbal decretou prisão preventiva para Marine Rousseau e Marc Ballagriga, os dois cidadãos franceses suspeitos de abandonarem duas crianças junto à Estrada Nacional 253. A decisão foi comunicada através de uma nota divulgada pelo Conselho Superior da Magistratura e confirma a aplicação da medida de coação mais gravosa ao casal.
Segundo o juiz desembargador António José Fialho, os dois arguidos estão “fortemente indiciados” pela prática de crimes graves contra os menores, de quatro e cinco anos. O tribunal considera existirem indícios de dois crimes de exposição ou abandono agravado relativamente à mãe das crianças. Já no caso de Marc Ballagriga, foram ainda considerados indícios da prática de um crime de ofensa à integridade física qualificada.
A decisão judicial teve por base vários fatores considerados de elevada gravidade. Entre eles estão o perigo de fuga, o risco de perturbação do processo, a possibilidade de continuação da atividade criminosa e ainda o perigo de perturbação da ordem e tranquilidade públicas. Segundo a Comarca de Setúbal, o tribunal entendeu que nenhuma outra medida de coação seria suficiente para garantir a segurança do processo e a proteção das crianças.
As autoridades recordam que o casal foi detido pela Guarda Nacional Republicana na passada quinta-feira, numa esplanada de café em Fátima, cerca de 48 horas depois do abandono dos menores. As crianças tinham sido encontradas sozinhas e em estado de pânico por um popular na zona do Monte Novo do Sul, entre a Comporta e Alcácer do Sal. Segundo relatos conhecidos durante a investigação, os irmãos transportavam apenas uma mochila com roupa, fruta e água.
O processo judicial continua agora a decorrer em articulação com as autoridades francesas, já que os menores residiam habitualmente com a mãe em França. O tribunal confirmou ainda que o pai biológico tinha apenas direito de visita supervisionado. As duas crianças permanecem atualmente acolhidas por uma família temporária em Portugal, enquanto as autoridades judiciais francesas analisam os próximos passos relativamente à guarda e proteção definitiva dos menores.



