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Cristiano Ronaldo terá deixado aviso a Jorge Jesus antes de sair da Seleção: «Agarro na mala e vou embora»

Antes de toda a polémica em torno da relação com Jorge Jesus vir ao de cima, Cristiano Ronaldo já tinha deixado uma declaração que, à luz dos acontecimentos mais recentes, ganha agora um novo significado.

A 23 de setembro, o capitão da Seleção Nacional foi claro sobre as condições em que continuaria ligado ao combinado nacional, palavras que hoje soam quase como um aviso prévio do que se viria a passar.

“Se o míster não contar comigo, eu posso sair já hoje. Quando não quiserem contar comigo na seleção eu sou o primeiro, em conversa conjunta… Quando eu sentir que não estou aqui a fazer nada dentro de campo, não faça golos, crie um mau ambiente ou que não me querem aqui… Agarro na minha mala e vou-me embora”, afirmou Ronaldo, na altura.

“Quando não der mais, serei o fã número um da seleção”

O internacional português deixou ainda claro qual seria a condição para continuar a vestir a camisola nacional. “Se contam comigo e eu com eles, é por isso que sigo na seleção. Eu tenho a certeza que ainda continuo a dar aquilo que precisam de mim na seleção, basta verem os números. Quando não der mais, serei o fã número um da seleção”, garantiu.

Passadas poucas semanas, essas palavras ganharam um novo peso, depois de surgirem relatos de que Ronaldo se terá sentido “traído” por Jorge Jesus, na sequência de uma reunião em que o selecionador terá prometido assumir publicamente um erro cometido durante o jogo com a Noruega, promessa que, segundo fontes próximas do jogador, acabou por não se cumprir da forma combinada.

O desfecho acabou por confirmar, quase à letra, o aviso que Ronaldo já tinha deixado semanas antes: o momento em que sentisse que a relação com a seleção deixava de fazer sentido seria também o momento de ponderar sair.

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