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Cláudia Jacques revela detalhe doloroso sobre Marco Paulo: “O pai nunca aceitou a sua orientação sexual”

Adriano Silva Martins recordou no V+Fama a morte de Marco Paulo, que aconteceu há quase dois anos, a dia 24 de outubro de 2024, após uma luta prolongada contra o cancro. O apresentador destacou a entrevista que Eduardo Ferreira, um dos herdeiros da herança do cantor, concedeu ao Dois às 10. “Foi o homem mais infeliz de Portugal”, disse o bombeiro.

Cláudia Jacques, comentadora presente no programa do V+, concordou com as afirmações do bracarense. “É verdade, ele aos poucos, e com o passar do tempo e com tudo que se vai falando, ele vai dizendo algo mais. Esta frase é um bocadinho forte, mas explica exatamente aquilo que o Marco sentia. O Marco sentiu, a uma dada altura da sua vida, mas agora, um tempo antes, quando já estava muito doente, sentiu arrependimento por não ter feito tudo de uma maneira diferente. Porque ele disse, inclusive, ao Dudu, contou-me o Dudu: ‘Eu estou arrependido, se fosse agora tinha feito tudo de outra maneira’”, disse.

Cláudia Jacques também revelou o tipo de relação que Marco Paulo mantinha com os progenitores. “Porque o Marco acabou prisioneiro na vida que ele escolheu mostrar ao mundo. Ele ficou cativo daquilo que ele escolheu. Ele escolheu, por algumas imposições desde logo e muito cedo, pelo pai, que nunca aceitou a sua orientação sexual e a sua… Ser artista e ser cantor. Também não queria que ele fosse nada disso. E o pai era, de facto, um homem também duro, um homem com uma personalidade forte. A mãe era mais frágil e, portanto, acatava o que o marido dizia e fazia, sofria e tentava apoiar o filho nas costas do pai, não se impondo na frente do pai, não enfrentando o pai”, contou.

“E isso desde novinho ditou aquilo que o Marco Paulo decidiu para ele, que foi viver… Ok, não abdicou de ser um artista e de ser cantor, não abdicou disso, mas abdicou de fazer a vida às claras e na sua plena liberdade, de fazer o que ele gostava e de viver da maneira que ele queria. Então escondeu sempre esse lado, depois também muito em função das fãs e de todo o fascínio que as mulheres tinham com as músicas românticas que ele cantava, e se ele mostrasse um outro lado da vida dele, todo esse fascínio iria ser alterado. E, portanto, ele manteve… em nome depois também da carreira musical que fez, de grande sucesso, abdicou da sua vida pessoal”, acrescentou.

Segundo Cláudia Jacques, o ambiente familiar com o compadre e a comadre também não era dos melhores. “Depois também ficou muito refém de uma outra decisão que tomou, que foi a decisão de pôr o Tony, e na altura a Maria Violante, porque eram casados, aliás, fizeram o casamento na casa deles, feito por Marco , a viverem todos juntos. E ele viveu com esta família que adotou como família dele e que adotou o filho deles como se dele fosse. E, depois, afinal ficou refém disto também, porque o Tony também era um homem muito impositivo, um homem controlador do trabalho, dos dinheiros, da vida do Marco. E, portanto, eles também tinham alguns confrontos“, partilhou.

“E por isso, quando ia para Braga, ficava numa grande felicidade porque estava fora de casa, fora do ambiente, hospedado no hotel onde ele gostava de ficar e passava ali 10, 12 dias muitas vezes, às vezes 6, e estava feliz na companhia de pessoas que ele gostava. A Tita, a grande amiga do Marco que eu conheço e que tu agora também já conheces, que é amorosa, muitas vezes também o acompanhava e levava-o para Braga e passava lá dias com ele. Ele fez ali uma série de amigos, não era só Dudu, atenção, que ele tinha lá uma série de amigos”, concluiu.

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