Sporting-Alverca! Pedro Henriques analisa o terceiro golo leonino e aponta pequenas falhas na arbitragem

Fábio Veríssimo, árbitro da AF Leiria, dirigiu o Sporting-Alverca, da 3.ª jornada da Liga, que se disputou no Estádio José Alvalade. Ao seu lado teve como auxiliares Pedro Mota e Hugo Ribeiro. O 4.º árbitro foi José Rodrigues e no VAR e AVAR estiveram, respetivamente, João Malheiro Pinto e André Campos. Vamos à análise do trabalho:
O jogo começou às 20h34, quatro minutos depois da hora marcada. Numa Liga que se quer valorizar e vender internacionalmente, é essencial cumprir os horários. Inadmissível.
10′ — Dois toques. Em qualquer recomeço, se o executante tocar duas vezes consecutivas na bola, a sua equipa deve ser punida com pontapé livre indireto. Foi o que aconteceu com Zeno Debast, que, inadvertidamente, tocou na bola na execução do livre e voltou depois a jogar o esférico.
16′ — Agarrou. Cartão amarelo bem exibido a Yaya Bojang por agarrar e puxar ostensiva, deliberada, persistente e antidesportivamente a camisola de Luís Suárez. O defesa gambiano do emblema ribatejano foi, por isso, bem sancionado disciplinarmente.
17′ — Na cara. Foi deliberado o gesto de Maxi Araújo que, ao esticar o braço esquerdo, atingiu o rosto de Vivaldo Semedo. Uma infração negligente e antidesportiva, passível de cartão amarelo, que, contudo, não foi mostrado pelo árbitro.
22′ — Amarelo bem exibido. Geny Catamo viu corretamente o cartão amarelo por uma entrada em salto e negligente, atingindo, com a sola e os pitons do pé direito, o tornozelo direito de Figueiredo. A infração impediu a progressão do avançado brasileiro pelo corredor esquerdo do ataque ribatejano.
24′ — Canto por assinalar. O árbitro assistente estava mal posicionado na saída de bola do Alverca e não detetou que o esférico transpôs claramente a linha de baliza. Ficou, assim, por assinalar um pontapé de canto favorável ao Sporting.
26′ — Sem penálti. Nas imagens repetidas cinco minutos depois, percebe-se que, na sequência de um canto dos leões, com a bola dirigida ao primeiro poste, Ian Luccas agarrou rápida e momentaneamente Zeno Debast com o braço direito. O lance ocorreu longe da bola e da zona de ação, dentro da área. Contudo, Debast deixou-se cair de imediato, num lance inconsequente e sem intensidade suficiente para justificar pontapé de penálti.
39′ — Amarelo bem exibido. Numa entrada frontal e fora de tempo, Davy Gui esticou a perna direita e atingiu, com a sola e os pitons, o peito do pé direito de Flávio Gonçalves. Uma entrada negligente, corretamente sancionada com cartão amarelo.
45′ — Pouco tempo adicional. Foi concedido apenas um minuto de compensação, claramente insuficiente face às incidências da primeira parte. Além do golo, registaram-se três cartões amarelos, situações que justificavam mais tempo de recuperação.
45+1′ — Incorreto. Entrada desnecessária, deliberada e com o propósito de marcar posição: Suárez abalroou Rayan Lucas com o braço direito e o corpo, sem qualquer intenção de jogar ou disputar a bola. Tratou-se de uma ação negligente e antidesportiva, merecedora de cartão amarelo.
60′ — Em jogo. O terceiro golo dos leões foi legal, sem infração à Lei do Fora de Jogo. No momento do passe de Geny Catamo para Suárez, o avançado estava no seu próprio meio-campo. Só é possível assinalar fora de jogo no meio-campo adversário, não contando a linha de meio-campo.
72′ — À queima. Remate de muito perto e com a bola a surgir de forma inesperada por parte de Suárez. O esférico embateu no cotovelo esquerdo de Yaya Bojang, que tinha o braço dobrado, junto e encostado ao corpo, sem criar volumetria extra. Não existia, portanto, motivo para pontapé de penálti.
75′ — Amarelo bem exibido. Marco Essimi agarrou e derrubou Luís Guilherme, travando uma transição ofensiva. Falta tática, corretamente punida com cartão amarelo.
88′ — Em jogo. No golo dos ribatejanos, não houve infração à Lei do Fora de Jogo. No momento do passe de Vasco Moreira para Figueiredo, o jogador estava em posição legal. Foi Eduardo Quaresma, na zona central da área, quem colocou em jogo o avançado brasileiro do Alverca.
90′ — Compensação insuficiente. Foram dados quatro minutos de tempo adicional, pouco para as incidências da segunda parte: um cartão amarelo, três golos e seis paragens para substituições, que envolveram a entrada de dez jogadores. Mais uma vez, o tempo de recuperação concedido ficou aquém do necessário.



