Chelsea pressiona pelo regresso de Derry e Sporting já tomou uma posição

Jesse Derry ainda não encontrou espaço para se mostrar no Sporting. Contratado ao Chelsea por empréstimo no último mercado, o extremo inglês, de 19 anos, soma somente 26 minutos oficiais pelos leões, repartidos por três jogos, números que já suscitam preocupação e que já tiveram eco em Inglaterra a defender o regresso do jovem a Londres em janeiro.
O mote chegou também através do The Sun, que deu eco às reações de adeptos perante a escassa utilização do jogador, com a expressão «Tragam-no de volta» a ilustrar a apreensão em torno de uma das promessas do clube londrino. A preocupação prende-se sobretudo com o risco de Derry passar demasiados meses sem competição regular numa fase considerada importante para a sua evolução.
A realidade, porém, apurou A BOLA, é que um possível regresso antecipado ao Chelsea não está nos planos do Sporting. Longe disso. Em Alvalade, de resto, a intenção é clara: proporcionar ao internacional jovem inglês condições necessárias para crescer e, gradualmente, conquistar espaço nas opções da equipa.
A tarefa, essa, não será fácil. Derry chegou a um plantel com forte concorrência para os extremos e viu Flávio Gonçalves, uma das pérolas de Alcochete, afirmar-se, ganhando terreno nas contas leoninas. Também Nestory Irankunda, extremo australiano contratado ao Watford, umas das apostas fortes no mercado, surge na corrida por minutos, tornando ainda mais apertada a luta por uma oportunidade.
O Sporting continua a acreditar no potencial de Derry e, sabe A BOLA, tem apostado num trabalho específico longe dos holofotes. Nas últimas semanas, Derry cumpriu um plano individualizado de fortalecimento muscular, ao mesmo tempo que trabalha comportamentos defensivos e aspetos relacionados com o jogo sem bola. A intenção, ao que foi possível apurar, passa por dotá-lo de ferramentas que lhe permitam responder melhor às exigências do futebol português e, sobretudo, do modelo leonino.
Por agora, desta forma, Jesse Derry encontra-se na fila de espera e terá de esperar por (mais) minutos, mesmo que em Inglaterra já vejam o regresso como melhor solução. Em Alvalade, a ideia é outra: trabalhar, evoluir e esperar pela oportunidade.



