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Rui Borges antevê Sporting–Marítimo e reage à insatisfação dos adeptos: «É natural, estamos a falar de um clube grande»

Rui Borges fez a antevisão ao duelo entre o Sporting e o Marítimo, em declarações exclusivas aos meios oficiais dos leões.

Rui Borges fez uma breve antevisão ao encontro entre o Sporting e o Marítimo, a contar para os quartos de final da Taça da Liga. O técnico dos leões começou por ser questionado sobre o desafio de disputar dois jogos num espaço de 48 horas.

«Dois jogos em 48 horas? É um desafio, como já aconteceu na época passada. Foi um desafio que conseguimos ultrapassar com qualidade, com mérito e com uma vitória. Amanhã, esperamos o mesmo. É mais uma demonstração de que acreditamos em todos e não tenho dúvidas de que quem jogar amanhã dará uma boa resposta», começou por dizer.

«Marítimo? Sim, sabemos que vai ser um jogo um pouco dentro daquilo que temos encontrado, principalmente nos jogos da nossa Liga, com um bloco médio-baixo. É a segunda equipa que tem mais ações de contra-ataque na Primeira Liga, o que também diz muito sobre o momento do jogo de que mais gosta e em que se sente mais confortável. É algo para o qual temos de estar preparados e precavidos. Será importante termos ataques demorados e conseguirmos finalizá-los, para não deixar o Marítimo entrar nesse momento do jogo em que se sente mais confortável. Ainda assim, acredito que também daremos uma resposta diferente e melhor do que aquela que temos dado. Queremos muito, acima de tudo, estar na final four».

«Objetivos na Taça da Liga? O Sporting é o Sporting e o objetivo é vencer esta competição, como sempre. Sabemos que é sempre difícil e que temos estes desafios, como neste jogo, em que vamos jogar novamente num espaço de 48 horas. Mas, por outro lado, talvez haja um aspeto positivo: toda a gente está disponível para jogar e todos têm a confiança do treinador. Vimos de um resultado menos positivo e é natural que todos queiram dar uma resposta diferente. Queremos muito, como disse, estar primeiro na final four e, depois, se conseguirmos, disputar uma final da competição».

«Reação à derrota frente ao Académico de Viseu? Temos de ter uma reação forte, acima de tudo, com compromisso e ambição. É natural que, aqui ou ali, durante o jogo, possa existir um momento de maior intranquilidade, mas isso faz parte. Também faz parte do nosso crescimento saber lidar com esses momentos e evoluir nesse sentido. Acredito, acima de tudo, que os jogadores querem dar uma grande resposta, querem vencer, como disse, e querem muito, muito, muito disputar este troféu».

«Possíveis mudanças e oportunidades para os jovens? Sim, claramente. A maioria dos jogadores que jogou agora com o Académico possivelmente não estará disponível para o próximo jogo, porque fisicamente não é possível. Por isso, haverá também oportunidades para os nossos jovens, que têm feito um bom início de época e um bom início de campeonato na Segunda Liga. São jovens que estão à espera de uma oportunidade. Estamos sempre atentos e é possível, ou quase certo, que alguns tenham essa oportunidade. Sinto-me superconfortável e superconfiante naquilo que eles são e naquilo que têm demonstrado ser capazes de fazer».

«Apoio dos adeptos? Sim, acredito que sim. Mesmo perante alguma insatisfação, que é natural, porque estamos a falar de um clube grande e, quando não se ganha, sente-se. Toda a gente sente, o que é perfeitamente normal. Apesar de tudo, acredito que os adeptos querem e acreditam que a equipa dará uma resposta diferente e que estarão no estádio para nos apoiar, como sempre fazem».

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