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Detida madrasta de menina encontrada morta em Valpaços

Amadrasta da menina, de 8 anos, encontrada morta no concelho de Valpaços, distrito de Vila Real, foi detida, durante a madrugada desta quinta-feira, 18 de junho.

Segundo o Correio da Manhã, que avançou com a informação num primeiro momento, a mulher será a principal suspeita da morte da criança.

A menina terá sido asfixiada até à morte.

Judiciária confirmou que está a investigar o caso, remetendo mais informações para uma fase posterior.

Recorde-se que foi o pai quem deu o alerta para o desaparecimento da menina no posto da Guarda Nacional Republicana (GNR).

Mulher confessa crime. Agiu por vingança após marido ter defendido filha

O Correio da Manhã adianta, entretanto, que foi a própria madrasta que confessou o crime às autoridades e que revelou ter abandonado o cadáver num local ermo, perto de uma estrada.

Ao que tudo indica, a mulher agiu por vingança, num cenário de desavenças sucessivas com o companheiro e pai da menina, de quem já se tinha separado “várias vezes”.

Já o desentendimento que levou ao homicídio, avança o matutino, terá começado no domingo, 14 de junho, depois de um episódio entre o filho da suspeita e o pai da vítima.

O homem terá repreendido o filho da mulher depois de as duas crianças terem tido uma disputa. Às autoridades a alegada assassina terá mesmo dito que o companheiro gostava mais da própria filha do que do filho, tomando sempre o partido da menina.

O menino em questão será também menor e não vive com a mãe, mas passa alguns fins de semana com ela.

Simulou ida da menina para a escola

Depois de cometer o homicídio, não se sabe onde, nem quando, a mulher terá simulado a ida da enteada para a escola. Junto ao corpo foi encontrada, inclusive, a mochila desta.

A queixa do pai à GNR foi apresentada depois da menina não ter regressado à escola e este ter percebido que ela nunca deu lá entrada.

“Choque” em Celeirós

A SIC Notícias, por sua vez, que esteve em direto em frente à casa dos avós da menina, fala numa “desavença familiar” que existiria há algum tempo.

A família está, naturalmente, consternada com o crime e pediu “reserva” nesta altura, não querendo falar.

O sentimento da população de Celeirós é de choque. Ao que foi, para já, possível apurar no terreno, a situação surpreendeu todos os que conheciam a criança.

O corpo da menina já foi removido do local onde foi encontrado e levado para o Instituto de Medicina Legal, onde será autopsiado. Apesar de ter sinais de estrangulamento, só o resultado desta exame vai determinar as verdadeiras causas da morte.

Já suspeita será ouvida no tribunal de Chaves durante o dia de amanhã, para conhecer as medidas de coação tidas como adequadas.

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