Pedro Jorge responde às críticas sobre o ego e admite prazer especial em derrotar Leandro
O vencedor do ‘Desafio Final’ falou sobre a polémica e explicou a rivalidade com o colega.

Pedro Jorge, vencedor do “Desafio Final”, esteve esta terça-feira, 30 de junho, no programa “Dois às 10”. À conversa com Cláudio Ramos, o ex-concorrente da TVI abriu o jogo sobre as críticas que recebeu, a força dos fãs e as rivalidades que marcaram a sua passagem pelo reality show.
Questionado sobre um eventual regresso à casa mais vigiada do país, Pedro Jorge foi direto: recusa, devido ao cansaço. Garantiu, no entanto, que estava pronto para ir até ao fim da competição. Cláudio Ramos confrontou-o com a ideia de que teria entrado com o ego “inflamado” por já ter vencido uma edição anterior. Pedro Jorge explicou a sua posição: “Não, eu entro e o meu discurso foi, eu vim para ganhar, vim porque quero ganhar novamente e aquilo que me disseram foi, o Pedro está a deixar-se virar a cabeça, conforme eu fui avançando no jogo e aquela primeira semana disseram mesmo que o meu discurso seria contraproducente, ou seja, é uma forma de eu discursar que como ganhei aquele prémio, como fui o vencedor, que estava com o ego alto e que me estava a deixar influenciar por esse prémio. Mas em momento algum eu disse que, ou seja, me fui gabar desse tal prémio, eu simplesmente disse que entrei, não para brincar, não para passar férias, porque para isso tinha aproveitado o meu dinheiro cá fora e tinha ido de férias com a minha família e não tinha aceite e entrado. Então, por isso entrei mesmo para ganhar, para jogar o jogo, para viver tudo de bom e de mal que tem o programa, por isso”.
O percurso não foi simples, admitiu o vencedor, que reconheceu a complexidade de lidar com o elenco escolhido. Sobre os colegas, contou: “Não, trabalho certamente ia ter, Leandro, Marisa Susana, pessoas que eu conheço da minha edição, pessoas que não conheci das outras edições tinha que conhecer, comecei do zero, por isso fácil, fácil nunca é fácil”. Quanto à vasta legião de apoiantes, Pedro Jorge confessou que havia riscos: “Não, eu imagino, Cláudio, a legião de fãs ou das pessoas que gostam de mim podiam não gostar de mim como concorrente individual, porque gostavam de mim e da Marisa, gostavam do casal e aqui podiam de certa maneira não apoiar as minhas atitudes enquanto concorrente individual. Eu acho que as pessoas viram que eu não mudei muito, a minha postura foi exatamente aquilo que eu fui na outra edição, mantive uma linha coerente com a minha postura e eu acho que é isso que as pessoas se agarraram depois no final”.
O jovem revelou que não sentiu o primeiro lugar garantido desde o início. Apontou, no entanto, o momento em que a sua perspetiva mudou e elogiou uma das ex-colegas: “Não, não, não. Aliás, posso só tirar aqui um momento, quando a Sara sai, eu não queria que a Sara saísse, nem queria que a Sara estivesse nomeada naquela nomeação, mas senti que poderia ser para mim esta edição, sinceramente lá dentro senti, porque a postura da Sara de certa maneira foi muito boa”. Pedro Jorge acreditava no potencial da concorrente e confessou: “Sim, certamente poderia ser a vencedora desta edição e por isso eu fui-lhe dizendo, está descansada que tu vais ser muito feliz e no meu próprio desenho dou-a como isso, é na final e é ela que coloco no primeiro lugar, mas assim que ela sai eu sinto que poderia ser para mim”.
Em relação a Leandro e João Ricardo, o ex-concorrente nunca os viu como prováveis vencedores. Explicou: “Não, o Leandro pela postura que ele estava a ter para com a Marisa Susana, são amigos e para mim a amizade passa muito para além daquilo que ele fez e tanto dele para ela como ela para ele e João Ricardo, sei muito bem que tinha os comentadores ou tinha os ex-concorrentes que são amigos e colegas de trabalho, muitos deles, que tinham essa força”.
A rivalidade com Leandro foi um dos momentos altos da entrevista. Pedro Jorge admitiu que superar o colega teve um sabor especial: “O Leandro foi uma pessoa na primeira edição que constantemente dizia que ia ganhar e então deu-me esse gostinho de não ser ele a ganhar e eu ganhar, pronto, está tudo bem. E aqui vi sim que o Leandro não entrou a dizer que ia ganhar, vi sim o Leandro dizer que à primeira saía, um discurso completamente diferente da outra edição, e dá-me um gostinho grande porque foi dos maiores antagonistas que eu tive lá dentro mais uma vez”.



