Choque Total! “A Minha Mãe Matou O Meu Pai E Salvou-Me A Vida”

Numa entrevista intimista ao The New York Times, Charlize Theron recordou o ambiente de medo constante em que cresceu na África do Sul durante o período do apartheid.
O momento mais trágico e dramático da sua vida aconteceu a 21 de junho de 1991. A atriz e a mãe, Gerda, tinham regressado do cinema quando perceberam que o pai, Charles Theron, estava alcoolizado e extremamente agressivo.
Segundo a atriz, o pai chegou a casa furioso e começou a disparar contra a porta do quarto onde ambas estavam escondidas. “Estava com medo”, confessou Charlize, explicando que já conseguia perceber o estado emocional do pai apenas pela forma como ele chegava de carro a casa.
Enquanto ela e a mãe tentavam segurar a porta do quarto, Charles disparava vários tiros na direção das duas. “A mensagem era muito clara: ele queria matar-nos”, revelou.
Perante os indícios do que viria a seguir, Gerda foi buscar uma arma ao cofre da casa e reagiu. Primeiro disparou um tiro que atingiu o marido na mão e, momentos depois, voltou a disparar quando ele tentava alcançar mais armas.
Mãe não foi acusada
As autoridades concluíram que Gerda Theron agiu em legítima defesa e nunca chegou a ser acusada de qualquer crime. Charlize admitiu que o episódio mudou para sempre a relação com a mãe. “Depois do choque percebi que ela salvou a minha vida”, afirmou.
No dia seguinte ao incidente, Gerda enviou a filha para a escola numa tentativa de retomar a normalidade. Um ano depois, Charlize mudou-se para Itália para trabalhar como modelo, numa mudança que acabou por representar também uma fuga ao trauma vivido.
Hoje, 35 anos depois, a atriz garante que o passado continua a fazer parte da sua história, mas já não controla a sua vida. “Estas coisas precisam de ser discutidas para que outras pessoas não se sintam sozinhas. Já não sou assombrada por isso”, concluiu.



