Marco Silva é teimoso… e não há treinador de sucesso sem teimosia

Marco Silva está a mostrar uma característica que, muitas vezes, é confundida com teimosia: confiança nas próprias ideias.
Sudakov é aposta, mesmo quando não apresenta o melhor rendimento. Samu também recebe confiança apesar de alguns erros. Prestianni mantém o seu espaço pelas boas exibições, enquanto Schjelderup aparece no banco, mostrando que existe uma hierarquia definida.
E há ainda o caso de Palhinha: a aposta foi mantida mesmo quando as coisas não estavam fáceis. Insistência, trabalho e confiança acabaram por fazer a diferença.
No início da época, já é possível perceber uma tendência clara para manter um onze-base, algo que permite criar rotinas e consolidar um modelo de jogo.
Um treinador de sucesso precisa, muitas vezes, de ter essa capacidade de acreditar nos seus jogadores mesmo quando os resultados ou as exibições não aparecem imediatamente.
Claro que existe uma diferença entre ser teimoso e ser simplesmente teimoso. Há jogadores que não respondem à confiança, outros que aproveitam a oportunidade quando ela surge. E é aí que entram os ajustes do treinador.
Teimosia, sim. Teimar na teimosia, não.
No futebol, confiança, rotinas e estabilidade podem fazer toda a diferença. E Marco Silva parece saber exatamente aquilo que pretende para a sua equipa.
Concordam? Um treinador precisa mesmo de ser “teimoso” para construir uma equipa de sucesso?



