Palhinha chega para ser titular, mas Benfica tem um dilema: Enzo Barrenechea merece ficar

A chegada de João Palhinha ao Benfica parece ter um objetivo claro: assumir imediatamente a posição ‘6’ no onze de Marco Silva. E, olhando para as características do internacional português, percebe-se perfeitamente a aposta.
Palhinha pode dar ao Benfica aquilo que tem faltado em alguns momentos neste início de época: mais agressividade nos duelos, capacidade física, intensidade na pressão e maior proteção à defesa, sobretudo nas transições defensivas.
Mas há uma questão importante: a chegada de Palhinha não deveria significar necessariamente a saída de Enzo Barrenechea.
O médio argentino encaixou muito bem no modelo de Marco Silva e tem sido importante numa das áreas em que o Benfica mais evoluiu: a qualidade com bola e a construção desde trás.
Barrenechea oferece características diferentes das de Palhinha. Com bola, demonstra maior capacidade para gerir os ritmos, participar na primeira fase de construção e encontrar soluções perante a pressão adversária.
E num campeonato como o português, onde o Benfica frequentemente enfrenta adversários instalados em blocos baixos, ter um médio com esse perfil pode ser uma enorme vantagem.
Palhinha oferece mais músculo e segurança defensiva.
Barrenechea oferece mais capacidade de construção e gestão da posse.
A temporada será longa e haverá diferentes contextos competitivos. Por isso, ter dois ‘6’ com características distintas pode dar a Marco Silva mais soluções para adaptar a equipa a cada adversário.
Palhinha pode ser titular. Barrenechea pode continuar a ser muito útil.
Benfiquistas: manteriam Enzo Barrenechea no plantel mesmo depois da chegada de João Palhinha?



