Quebra o silêncio sobre as escutas do caso Uber da Droga: “Quando precisava…”

Nuno Ricardo Nogueira dos Santos foi condenado cinco anos e meio de prisão efetiva. Em causa está a rede de tráfico que operou entre o verão de 2023 e 28 de novembro do ano seguinte. Foi nesse último dia que o líder da operação foi apanhado pela Polícia de Segurança Pública (PSP) à porta de casa.
Dentro do imóvel, encontraram centenas de comprimidos de MDMA, selos de LSD, cocaína, cetamina, 2C-B, balanças de precisão e mais outros materiais usados para os estupefacientes.
Este caso, conhecido por ‘Uber da Droga’, tornou-se mediático devido à lista de clientes. Segundo o Observador, entre a clientela, destacam-se José Carlos Pereira, Marta Gil e o judoca Jorge Fonseca. Mas também estão no olho do furacão ex-concorrentes de reality shows, funcionários da TAP, empresários da restauração, vendedores do setor automóvel, médicos e engenheiros informáticos.
No caso de Marta Gil, a atriz foi identificada através de várias escutas. Durante três meses, surgiu em pelo menos onze chamadas com o principal arguido.
A ex-comentadora da TVI pronunciou-se sobre o assunto e negou alguma vez ter comprado droga a Nuno Ricardo. Para além disso garantiu que não sabia da atividade de tráfico do amigo, que conhecia há três anos.
Na Divisão de Investigação Criminal, Marta admitiu, contudo, já ter consumido haxixe no passado e de forma pontual. Quando questionada sobre a que se referia quando, numa conversa, pediu “aquele clássico” a Nuno Santos, explicou que era uma expressão que utilizava “quando precisava de desabafar”.



