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Teresa Guilherme explode contra o ‘Desafio Final’: “Estão a estragar os reality shows”

Afastada dos programas de confinamento desde 2021, Teresa Guilherme continua a acompanhar atentamente os novos formatos. Conhecida como a ‘rainha dos reality shows’, a comunicadora mantém uma postura crítica face às mudanças introduzidas nas edições mais recentes.

A gala do “Desafio Final” deste domingo, 31 de maio, prepara um momento de forte impacto com o reencontro entre Catarina Miranda e Afonso Leitão, depois da polémica relacionada com traições. A decisão da estação de Queluz de Baixo em promover esse confronto não reúne consenso junto da comentadora da CMTV, que questiona a fusão entre acontecimentos exteriores e a dinâmica dentro da casa.

“A mim surpreendeu-me que agora as pessoas encontram-se dentro das casas assim mesmo frente a frente, é uma coisa também destes tempos. As pessoas não entravam nas casas e falavam umas com as outras, esperavam até aos outros saírem. Ou havia maneiras de mandar mensagens também, as pessoas assistiam, não era assim“, afirmou.

A leitura feita por Teresa Guilherme aponta para uma deturpação do conceito original do formato. “Eu pensei, quando vi a notícia, que ele tinha dito alguma coisa sobre ela dentro da casa e ela ia confrontá-lo com uma coisa que aconteceu agora. Não vai para dentro de uma casa confrontar uma pessoa que está a jogar, que é o namorado dela, com uma coisa que ela descobriu cá fora, que se passou antes. Isto é tudo um aproveitamento tanto da Catarina, que tem muitos seguidores e que as pessoas gostam muito dela, a mim não me faz sentido”, apontou. A mesma opinião estende-se à essência do programa: “Isto não é um reality show, um reality show é um jogo que se joga dentro de uma casa. O que acontece é que os reality shows são dentro de uma casa, são pessoas que estão a jogar e isso agora há duas vertentes, porque vale tudo. Estragam um reality show. Vocês compreendem que isso é estragar um reality show, as pessoas estão fechadas”, afirmou.

A experiência acumulada ao longo de várias edições serve de base à comparação com o passado, onde as regras eram mais rígidas e o contacto com o exterior praticamente inexistente. “No meu tempo, no tempo em que os reality shows eram reality shows, os pais não tinham direito nenhum a entrar. Os filhos são adultos, entram para jogar. Até nem era muito honesto para com as pessoas que iam jogar de repente aparecerem os pais a dar conselhos, eles queriam muito ver os pais, depois de um tempo e para verem, para um carinho, não era para irem lá dizer: ‘Olha, estás a fazer mal, está a acontecer isto lá fora’. O que está a acontecer lá fora não se diz”, recordou.

As críticas estendem-se também à presença cada vez mais frequente das famílias e ao contacto constante com o exterior, que, na perspetiva da apresentadora, descaracterizam o formato. “Agora não, agora banalizaram tudo e a mãe não tem direito nenhum, na minha opinião, não estou a dizer a mãe do Afonso, estou a dizer os pais em geral, não têm direito nenhum a pedir, a exigir. Os filhos são maiores, decidiram ir jogar e isolar-se, porque esse é que seria o princípio. E, por este andar, qualquer dia não há reality show nenhum. O princípio é pessoas fechadas numa casa 24 horas por dia, vigiados por câmaras, é isto”, rematou. A análise inclui ainda o contacto frequente com o exterior: “não podem estar em contacto permanente com o exterior”. “Já ligam à casa todos os dias para fazer programas diários, o que para mim continua a ser um erro”, acrescentou. Ainda assim, existe uma nuance no caso de Catarina Miranda: “A Catarina tem uma coisa a favor dela na minha opinião, se fosse mesmo eu a mandar: é que ela já foi concorrente mais do que uma vez. Portanto, tem uma relação com a casa diferente, tem um direito, vamos dizer assim, mas não é que seja uma regra. Eu nunca a deixaria entrar para confrontar sobre uma coisa que aconteceu na rua, nunca”, concluiu.

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