Reviravolta no mercado: nega do Sporting não impede transferência de Hjulmand e os detalhes vêm a público

O Atlético de Madrid já pôs as primeiras cartas em cima da mesa de negociações por Morten Hjulmand. Os colchoneros fizeram uma primeira abordagem concreta junto Sporting que marca o início das conversas para a transferência do médio de 27 anos, que já tem apalavrado um acordo com os espanhóis. Seguem-se novas rondas negociais que se adivinham complexas com os dois clubes na defesa dos seus melhores interesses, porque esta primeira proposta foi rejeitada pelos verdes e brancos. Mas o capitão dos leões continua a ter o Metropolitano como destino provável.
Morten Hjulmand foi chamado pela seleção da Dinamarca, que não se qualificou para o Mundial, para os particulares de junho. O médio acabou dispensado mas manteve autorização para se apresentar mais tarde na pré-temporada leonina, como Vagiannidis e Kochorashvili, que estiveram ao serviço de Grécia e Geórgia, seleções também fora do Campeonato do Mundo. Se o negócio com o Atlético de Madrid avançar rápido, pode fazer com que o dinamarquês já não se apresente na Academia Cristiano Ronaldo em Alcochete, mesmo que nesta altura os valores estejam ainda longe de satisfazerem os leões, como revelou o presidente Frederico Varandas.
Ou seja, a nega não vai fazer o Atlético de Madrid desistir. Mas a bola está agora outra vez do lado colchoneros e se, noutro cenário, as negociações se prolongarem, o próprio Hjulmand não terá problemas em apresentar-se em Alvalade. Se assim for, o capitão dos verdes e brancos fica ainda sob as ordens de Rui Borges a partir de dia 7, ou seja, na próxima terça-feira, mesmo que o destino fique traçado para a capital de Espanha.
Nesta primeira abordagem, os colchoneros marcaram posição, avisaram o Sporting das suas intenções, que passam por resgatar o dinamarquês por valor abaixo dos 40 milhões de euros, ainda que possam contemplar bónus. Mas os valores que meteram em cima da mesa foram considerados muito baixos por parte dos verdes e brancos, que elevam a fasquia.
No passado verão, tal como acontecera anteriormente com Gyokeres, leões e Hjulmand acordaram que o mercado levaria a transferência apenas em 2026. O médio ficava mais um ano de pedra e cal em Alvalade com a garantia de saída sem dificuldade um ano depois. O Atlético de Madrid surge então como o destino, mesmo que as rondas negociais tenham de levar a oferta para patamar mais alto. Isto numa altura em que em Alvalade se trata das saídas antes de se voltar a comprar.
Hjulmand, recorde-se, chegou a Alvalade no verão de 2023, oriundo do Lecce e a troco de 18 milhões de euros. Tem contrato com os leões válido até junho de 2028 e cláusula de rescisão de 80 milhões de euros. Com o Atlético de Madrid tem já acordo para cinco anos, até 2031, com mais uma época de opção, agora têm de haver mais conversas com o Sporting para se ver confirmada a saída do capitão, três anos e dois títulos de campeão depois e uma Taça também no currículo.
Morten Hjulmand pode então deixar o Sporting ao fim de 141 jogos, com dez golos marcados e 12 assistências. O Atlético tem no entanto de subir a parada.
É a revolução no meio-campo sportinguista que já começou com a saída de Morita em final de contrato e vai continuar com a de Daniel Bragança e a colocação de Kochorashvili. Em sentido inverso já foram acauteladas para o setor as entradas do dinamarquês Silas Andersen, do espanhol Sergi Altimira, do italiano Issa Doumbia e do brasileiro Pedro Lima.
«Abaixo do valor o jogador fica!»
Foi à chegada à Arena Liga Portugal, no Porto, e à margem do sorteio dos calendários 2026/2027, que Frederico Varandas revelou que a proposta do Atlético de Madrid tinha sido recusada pelos verdes e brancos.
«Está a falar de cenários hipotéticos», começou por responder o presidente do Sporting quando questionado sobre o dossiê Hjulmand e depois de se ter referido à mais recente polémica da arbitragem portuguesa (ver página 21). «O Hjulmand é jogador do Sporting. Recebemos uma proposta do Atlético Madrid e rejeitámos», revelou Varandas e explicou a razão da nega dada ao clube colchonero: «Está longe do valor que queremos. Estabelecemos um valor justo e adequado à idade, à posição e ao facto de ter três anos de Sporting.»
Frederico Varandas, já em passo mais apressado, disse ainda sobre o tema do capitão de equipa: «O jogador e os agentes sabem qual é esse valor. Com tudo o que seja abaixo desse valor, o jogador fica.»



