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Rússia paga preço brutal na guerra e continua sem conquistas que justifiquem as perdas

A frase é uma interpretação que vários analistas têm defendido, mas não é um consenso absoluto.

Por um lado, há evidências de que a Rússia continua a sofrer perdas humanas e materiais muito elevadas enquanto obtém ganhos territoriais limitados. Algumas análises apontam que os avanços russos têm sido lentos e que o conflito entrou numa guerra de desgaste, sem uma vitória decisiva à vista. Em maio de 2026, por exemplo, as forças russas conquistaram áreas relativamente reduzidas em comparação com o custo militar da ofensiva.

Além disso, vários estudos e centros de análise destacam a pressão crescente sobre a economia russa, o aumento das despesas militares e os efeitos das sanções ocidentais, fatores que tornam a guerra cada vez mais dispendiosa para Moscovo.

No entanto, afirmar que a Rússia “não está a conseguir qualquer avanço” seria exagerado. As forças russas continuam a controlar cerca de 20% do território ucraniano e conseguiram alguns ganhos territoriais desde 2024, embora a um ritmo muito lento. O próprio Kremlin argumenta que a sua estratégia é de desgaste prolongado, apostando que conseguirá esgotar a capacidade de resistência da Ucrânia e dos seus aliados antes de sofrer um colapso interno.

Uma formulação mais equilibrada seria:

“A Rússia continua a obter alguns ganhos territoriais na Ucrânia, mas muitos analistas consideram que esses avanços são limitados quando comparados com os enormes custos humanos, militares e económicos que o conflito tem imposto ao país.”

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