Rui Borges deixa grandes novidades antes do Rio Ave: lesionado está de volta, Suárez convocado e mercado esclarecido

O Sporting desloca-se esta sexta-feira, às 20h15, ao terreno do Rio Ave, em jogo da quarta jornada da Liga Portugal, com Rui Borges a fazer a antevisão ao encontro. O treinador falou aos jornalistas, numa conferência de imprensa realizada na Academia Cristiano Ronaldo, onde abordou os principais temas relacionados com a partida.
Rio Ave
“Um adversário difícil. Em termos coletivos, são uma equipa muito competitiva e forte nos duelos. Em alguns momentos, parte a linha defensiva com a linha avançada. Têm quatro homens na frente muito fortes nos duelos. Têm capacidade de bola longa e de ganhar o primeiro duelo. Têm dois alas fortes no um para um e um médio-ofensivo também muito forte. Em muitos momentos do jogo, obrigam os adversários ficar num quatro para quatro e são muito agressivos e poderosos atleticamente. O campo é sempre difícil e pode estar, oxalá que não, condicionado pelo tempo. Sabemos as dificuldades que vamos ter amanhã. O Rio Ave vai estar motivado e já conhece a dinâmica do seu treinador. Apesar dessas dificuldades, queremos dar seguimento ao nosso crescimento”.
João Virgínia
“Deixo uma palavra de boa sorte, acima de tudo. Teve um grande comportamento enquanto esteve comigo. Sempre exemplar no dia-a-dia, muito importante para o grupo apesar de não ter sido o guarda-redes titular. Teve sempre um grande compromisso e capacidade de trabalho. Desejo a maior sorte do mundo. Quer jogar e merece isso, faz bem em procurar por isso”.
Moncef Zekri
“Apesar da tenra idade, já tem muitos jogos na primeira divisão em que estava. Tem capacidade técnica e maturidade, apesar da idade. Vem super motivado, percebe para onde vem e percebe que vai crescer porque tem um dos melhores laterais-esquerdos do mundo na sua sua posição. Tem 17 anos, mas uma maturidade acima da média e por algum motivo era titular da sua equipa”.
Luis Suárez
“É um não-assunto. Está a treinar bem, focado e convocado para amanhã”.
Boletim clínico
“O Fotis Ioannidis treinou toda a semana. Está apto e para jogo. Só estão de fora o João Simões, o Salvador Blopa e o Nuno Santos”.
Nestory Irankunda e Jesse Derry
“Tem sido desafiante conhecê-lo [a Nestory Irankunda] mais pessoalmente. Tem dado boas sensações e acredito que será um jogador importante ao longo da época. O Jesse Derry também tem vindo a crescer no entendimento com a equipa e no que é pedido para a sua posição. Muito feliz por vê-los crescer”.
Diferenças entre Flávio Gonçalves e Nestory Irankunda
“Têm características diferentes. O Flávio não é um extremo de raiz, é mais de jogo interior. O Nestory dá-nos as duas coisas. É potente, tem aceleração, jogo vertical. O Flávio dá-nos um jogo mais pausado e associativo”.
Plantel fechado?
“À partida está fechado. Os jogadores do Sporting são sempre pretendidos porque são grandes jogadores e têm feito grandes épocas, é natural que se fale deles, mas para nós está fechado”.
Mudanças no plantel
“Jogadores diferentes, jogo diferente, dinâmica diferente. O futebol é isto, a adaptação ao que queremos. Não me vão dar um jogo tão pausado, mas vão dar um jogo diferente. Dão-nos, talvez, mais objectividade em alguns momentos, o que se calhar não tínhamos antes. Estou feliz com o meu plantel e as características que tenho. Precisamos de tempo e o crescimento vai acontecer”.
Sorteio da UEFA Champions League
“Há que realçar os três anos seguidos na UEFA Champions League. Há que continuar este crescimento e maturidade de nos mantermos entre os melhores da Europa. Queremos estar lá e batermo-nos com os melhores. Isso tem de nos motivar a todos”.
Juventude da equipa
“É perceber o projeto do Sporting. Não é de agora, é de sempre. A nossa média de idades anda pelos 21 anos e qualquer coisa. É uma equipa jovem e é perceber os contextos de onde vêm. Tínhamos uma equipa mais madura, mas faz parte. É desafiante, eu gosto. Ter dificuldades não me preocupa, faz parte do crescimento. Temos de perceber onde estamos, o clube que representamos. O projeto passa por valorizar os jovens e continuar competitivos, como temos sido nos últimos anos. Se os jogadores estão aqui, é porque reconhecemos qualidades. Temos de os adaptar o mais rápido possível à exigência de lutar por tudo. Quem ganhar essa mentalidade mais rápido, mais oportunidades tem”.



