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António Ribeiro Cristóvão enfrenta dura batalha contra o cancro e a história está a emocionar o país

António Ribeiro Cristóvão foi protagonista, como havíamos noticiado aqui, de uma conversa intimista com Daniel Oliveira no programa “Alta Definição” da SIC.

Ao longo da entrevista, o conhecido comentador desportivo e voz histórica da rádio nacional abriu espaço para partilhar episódios delicados da esfera familiar, centrados nos diagnósticos oncológicos que atingiram a filha mais nova, Sandra, e a neta Carolina.

Durante o testemunho, António Ribeiro Cristóvão começou por recordar o momento em que a doença surgiu na vida de Sandra: “A minha filha mais nova teve um cancro da mama. Passei um tempo difícil com ela, acompanhei-a durante muito tempo e ainda hoje a acompanho. Era um caso que tinha existido também com a minha irmã“.

O relato avançou para o instante em que Sandra comunicou a notícia à família, num cenário marcado pela emoção: “Foi difícil. Um dia, chegou a casa, sentou-se num banquinho e disse: ‘Tenho uma má notícia para vos dar. Tenho cancro da mama’”. Seguiu-se um período exigente, que terminou com evolução positiva: “Chorámos todos, mas depois as coisas resolveram-se. Hoje está bem, foi tratada na Fundação Champalimaud”.

Pouco tempo depois, surgiu um novo episódio semelhante, desta vez envolvendo a neta Carolina. António Ribeiro Cristóvão descreveu esse segundo momento como igualmente duro: “Depois disso, tive outro momento, também desagradável como esse, com a minha neta. A minha neta, que na altura tinha 20 e poucos anos, 21 ou 22 anos, também teve um cancro da mama”. A informação chegou através do filho, num cenário de grande fragilidade emocional: “Aí foi o meu filho… que nos veio dizer. Coitado, também feito em lágrimas (…) São momentos, de facto, difíceis de ultrapassar”.

António Ribeiro Cristóvão sublinhou ainda a proximidade entre todos os elementos da família: “E tem sido assim sempre, em tudo aquilo que tem sido necessário, nós estamos presentes. Há uma grande comunhão entre nós, de grande proximidade. Juntamo-nos muitas vezes para tomar refeições, para ir almoçar, para jantar, para ir a nossa casa. No Natal estamos sempre juntos, 13, 14, 15 pessoas em casa, a jantar e a almoçar juntos. Isso dá-nos, de facto, um grau de afetividade muito grande, que é preciso manter e nós temos conseguido“.

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