Sporting. Saiba por que Rui Borges continua a apostar em Zalazar e mantém total confiança no médio

Rodrigo Zalazar entrou em grande em 2026/27 diante do Estrela da Amadora, com um golo e uma assistência que o coroaram como o homem do jogo mas nos últimos jogos baixou de rendimento. Apesar disso, o uruguaio vai continuar a merecer a confiança de Rui Borges na equipa titular, segundo A BOLA apurou.
O treinador entende que a quebra exibicional do médio se insere nas «dores de crescimento» de um coletivo que sofreu profundas remodelações de uma época para a outra, vendo a sua média de idades descer consideravelmente.
Nesta perspetiva, o mais importante nesta fase passa por consolidar processos e afinar dinâmicas, potenciando os atributos individuais — qualidades que o técnico reconhece no camisola 17, até por ter sido um dos principais entusiastas da sua contratação ao SC Braga.
No que toca às rotinas globais do onze, Zalazar insere-se no mesmo ecossistema tático de Flávio Gonçalves, Issa Doumbia e Luis Suárez.
Explicando a geometria da equipa: o charrua começou por se fixar na posição 10, mas tem derivado com frequência para a esquerda, trocando de posicionamento com Flávio Gonçalves e realizando movimentações interiores para abrir a ala às investidas de Maxi Araújo.
Quanto a Doumbia, sendo o italiano um 8 de transporte e capaz de romper linhas, torna-se necessário afinar os timings de criação entre ambos.
Já no ataque, Suárez surge como um dos principais dinamizadores do futebol associativo promovido por Borges.
O técnico pretende que o uruguaio refine as combinações com o colombiano para aparecer em zonas de finalização com maior frequência — até porque beneficia de um excelente remate de meia distância e de um apurado faro de golo. Em 47 jogos na temporada passada, assinou uns assinaláveis 23 golos, registo que também contribuiu para que a SAD depositasse 30 milhões de euros nos cofres bracarenses pelo seu passe, tornando-o na contratação mais cara da história leonina.
O peso desse investimento histórico é, aliás, um fator que não tem ajudado a uma evolução mais leve do futebolista: as expectativas em seu redor são elevadas e o técnico compreende que existe menor tolerância por parte das bancadas perante um dia menos inspirado do jogador.
Ainda assim, Zalazar adaptou-se perfeitamente ao balneário, encontrando no compatriota Maxi Araújo um apoio constante, e demonstra a convicção de que voltará a atingir o seu patamar de excelência em breve.Para já, o camisola 17 senta-se na cadeira do poder do processo criativo verde e branco e de lá não sairá tão cedo. A menos que surja uma lesão ou um castigo pelo meio, imprevisíveis por natureza.



