Tragédia no Cacém: motorista poderá responder por homicídio por negligência após atropelamento mortal

A condutora do autocarro, de 28 anos, encontrava-se ao serviço há poucos minutos quando ocorreu a tragédia. Em estado de choque, recebeu assistência médica e apoio psicológico no local, sendo posteriormente transportada para o hospital. Segundo informações conhecidas, a motorista terá explicado às autoridades, ainda antes de abandonar o local, que o acidente aconteceu quando estaria a alterar o número apresentado no letreiro eletrónico do veículo.
Apesar dessa declaração inicial, a condutora ainda não foi formalmente ouvida pela Polícia Judiciária, que assumiu a investigação do caso. Os inspetores procuram agora apurar, com recurso a perícias técnicas, testemunhos e eventuais imagens de videovigilância, se existiram outros fatores que possam ter contribuído para o acidente, incluindo eventuais falhas mecânicas ou operacionais.
De acordo com as informações divulgadas, a motorista possui vários anos de experiência na condução profissional de veículos pesados de passageiros, tendo trabalhado anteriormente noutras empresas antes de integrar a operação da Carris Metropolitana há vários meses. O seu percurso profissional será também analisado no âmbito da investigação para compreender todas as circunstâncias que antecederam o acidente.
Caso se conclua que a tragédia resultou exclusivamente de erro humano, a condutora poderá vir a ser constituída arguida e responder judicialmente por um eventual crime de homicídio por negligência. No entanto, qualquer decisão dependerá das conclusões finais da investigação conduzida pela Polícia Judiciária e do Ministério Público, que continuam a reunir provas para esclarecer em definitivo as causas daquele que é um dos acidentes rodoviários mais graves registados este ano em Portugal.



