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Advogado de Afonso Leitão fala em “facto particularmente grave” e reforça acusações contra Miranda

A acusação surge no seguimento de um conjunto de crimes já apontados anteriormente, entre os quais acesso ilegítimo, devassa da vida privada, violação de correspondência ou telecomunicações, difamação agravada, injúria agravada, coação e eventual perseguição. O novo elemento reforça a gravidade do processo, ao levantar suspeitas de utilização indevida de instrumento de pagamento e abuso de confiança, sustentadas, segundo a acusação, por indícios considerados relevantes.

Confrontada com estas alegações, Catarina Miranda reagiu e apresentou a sua versão dos acontecimentos. “A única coisa que posso dizer é que o Afonso deixou-me o cartão dele e os documentos dele, como ele próprio já disse, e tudo o que foi maços de tabaco para o Afonso, roupa para o Afonso, pagamentos à equipa de marketing eu tive que pagar do cartão do Afonso. E foi isso que aconteceu. Acho mesmo muito grave isso que ele me está a acusar. Mas como tenho provas de tudo o que estou a dizer, estou mega tranquila“, disse à TV 7 Dias. A ex-concorrente reforçou ainda a sua posição face à escalada do caso: “A minha postura vai ser a mesma desde sempre, tranquila, serena. Não me afeta, eu estou pronta para ir responder. Acho que estão a tentar denegrir a minha imagem publicamente. Isto escalou para um nível bastante grave, eu não sei se eles têm noção daquilo que estão a dizer, na minha perspetiva estão a ser mal aconselhados e eu estou cá para me defender. São acusações que poderiam vir a prejudicar-me a nível profissional. Como é mais que óbvio, a minha equipa de advogados já está a trabalhar“.

Do lado da acusação, o advogado José Paulo Pinho esclareceu o enquadramento do processo e a relevância do novo desenvolvimento. “O que tenho dito desde o início é que a participação criminal apresentada não se resume a um único facto nem a uma única situação. Foram participados inicialmente sete crimes e foi ainda solicitado ao Ministério Público que averiguasse a eventual prática de um oitavo crime, o de perseguição, caso entenda que os respetivos pressupostos se verificam. Ao contrário da ideia que algumas pessoas tentam transmitir, não se trata de uma participação sem fundamento. Trata-se de uma participação suportada em diversos elementos de prova, cuja confirmação e aprofundamento caberão naturalmente ao inquérito. Relativamente ao mais recente aditamento, a situação é distinta. Na minha perspetiva, estamos perante um facto particularmente grave porque a prova associada a esse ilícito não depende tanto de diligências futuras de investigação, existindo já elementos objetivos que o sustentam. Naturalmente caberá sempre às autoridades judiciárias fazer a respetiva avaliação. Quanto ao número de participações ou aditamentos, isso dependerá exclusivamente do surgimento de novos factos que justifiquem intervenção judicial. O meu objetivo nunca foi acumular queixas, mas sim comunicar às autoridades aquilo que entendo poder configurar a prática de crimes”.

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