Catarina Furtado emociona-se ao falar do direito à habitação: «Estou triste pelo meu país…»

Através da rede social Instagram, este domingo, dia 25 de outubro, Catarina Furtado falou sobre o direito à habitação, numa altura em que manifestantes saem à rua em Lisboa e no Porto, fazendo também acampadas. Esta madrugada ficou marcada pelas cargas policiais sobre os manifestantes.
A apresentadora da RTP1 começou por escrever: “Está por um fio. E é esse fio que nós não podemos deixar romper! A luta pelo direito à habitação não me convoca diretamente. Sou uma privilegiada, resultado de uma vida de trabalho num meio onde se ganha muito acima da média. Mas não herdei nada. Os meus filhos, já partem de uma casa da partida muito favorável. Mas sempre lutei pelos direitos humanos das pessoas, sobretudo raparigas e mulheres que são diariamente assaltadas de muitas e diferentes formas”.
“Desde que me lembro. O meu pai jornalista, a minha mãe professora do ensino especial. A liberdade e a democracia tinham lugar à mesa. A família faziam-lhes verdadeiras serenatas e vénias. Sou duplamente privilegiada porque nasci depois do 25 de Abril. E como optimista (mas informada) nunca achei possível chegarmos ao ponto do que aconteceu nesta madrugada. Manifestações pacíficas (com oportunistas pelo meio porque fazem parte da sociedade) e uma ordem do Governo para bater, magoar, prender (pessoas de todas as idades)!”, acrescentou.
Catarina Furtado prosseguiu: “Sempre me movi por uma tentativa de manter sensatez (às vezes confundida com politicamente correta) mas foi a estratégia que escolhi, ao longo dos anos, para unir, criar pontes, promover paz. Acho que todos os que vamos para a rua nestes dias, nas cidades do nosso país, devemos ter em conta o que é proibido e o que não é para que a cobardia de quem nos governa não tenha hipótese de se justiçar através da lei. Já que de humanismo não tem nada”.
A anfitriã do ‘The Voice Portugal’ terminou: “Estou triste pelo meu país (onde os preços das casas e as rendas mais aumentaram e onde as manifestações têm sido pacíficas!) e também pelas nossas forças da autoridade que obedecem ordem e fazem cumprir a sua profissão quando (alguns, acredito) também poderiam (e desejariam) estar atrás do cordão humano. Ou do fio. O tal que nos separa duma ditadura. Sr Presidente! Precisamos de uma Democracia segura. Não estou a falar de Esquerda nem de Direita, precisamos de um movimento coordenado de ‘uma pessoa por todas e todas por uma’!”



