Tânia Laranjo critica protestos pela habitação: «Houve tempo para desmontar o acampamento e sair»

Tânia Laranjo recorreu à rede social Instagram este domingo, dia 25 de outubro, para falar sobre as manifestações e acampadas pelo direito à habitação. Esta madrugada ficou marcada pelas cargas policiais sobre os manifestantes de Lisboa e do Porto.
A jornalista da CMTV começou por escrever: “A madrugada em Lisboa não começou às duas da manhã, quando a polícia avançou sobre as tendas. Começou muito antes. Com dezenas de avisos. Dezenas. Houve tempo para desmontar o acampamento e sair do Rossio. Houve muitos que decidiram que não”.
“Mas há algumas notas a realçar: Uma coisa é lutar pelo direito à habitação. Outra é achar que, por se defender uma causa justa, se ganha o direito de tomar conta de uma praça, montar tendas por tempo indeterminado e decidir quem pode ou não estar naquele espaço. E houve quem se esquecesse disso ao ponto de expulsar jornalistas. Sim, jornalistas, da proximidade das tendas. Os mesmos que dão visibilidade à causa, desde que não façam perguntas incómodas ou não estejam ali a fazer o seu trabalho”, relatou.
Tânia Laranjo continuou: “A habitação é um problema sério, já o disse várias vezes. Há pessoas que trabalham e não conseguem pagar uma casa. Mas isso não transforma uma praça num quintal, nem dá a ninguém o direito de escolher quem pode entrar. Também nada disto dá à PSP um cheque em branco. A força usada tem de ser proporcional e os excessos, se existiram, têm de ser apurados. A polícia não está acima da lei. Os manifestantes também não. O espaço público é de todos. Não apenas de quem monta uma tenda e decide que, a partir dali, manda. Mas uma causa justa não dá direito a tudo. Nem sequer a escolher quem pode assistir”.



