Novo detalhe chocante no caso da filha de Delfina Cruz: terá sido morta de forma brutal

Maria Custódia Amaral, filha de Delfina Cruz, terá sido asfixiada com película aderente, segundo consta na acusação do Ministério Público (MP).
O homicida trata-se de um antigo inquilino de Maria Custódia Amaral, que a terá convencido a deslocar-se a sua casa em São Bartolomeu dos Galegos, no concelho da Lourinhã, com a intenção de avançar com a venda do imóvel.
Quando ali chegou, a 19 de janeiro, a vítima, que era agente imobiliária, terá sido amarrada pelos braços, despida na totalidade, agredida e asfixiada, num crime que, segundo o MP, foi premeditado, mas cujas razões são ainda desconhecidas.
Depois de consumar o homicídio, o homem enrolou o corpo e as roupas de Maria Custódia Amaral em sacos plásticos e arrumou-os na arrecadação. Só ao fim de três dias é que o transportou para a Lagoa de Óbidos, onde a enterrou.
Ainda no dia do assassinato, o indivíduo conduziu o carro da filha de Delfina Cruz até ao Parque D. Carlos I, onde “atirou o telemóvel da vítima para um lago e colocou o computador dentro de um caixote do lixo“. Posteriormente, abandonou o veículo em Peniche e regressou a casa de táxi.
Para afastar suspeitas, enviou várias mensagens à vítima, nesses dias, a perguntar se esta estava bem.
As dúvidas de que este homem é o autor do crime não são muitas.
A detenção, levada a cabo pela Polícia Judiciária, surgiu depois de esta autoridade ter recolhido “um conjunto robusto de indícios e provas que possibilitaram identificar o presumível autor do crime“. Entre eles, cartões bancários da vítima, a chave do carro e a roupa que ela usava no dia em que desapareceu.
É acusado da prática de um crime de homicídio qualificado e outro de profanação de cadáver.
Está em prisão preventiva desde o dia 2 de fevereiro.



